Buscar
  • Boua Proteção

Placa Mercosul: O que mudou?

Atualizado: 10 de jan. de 2019


Você já deve ter ouvido falar que está em vigor a nova placa de carro brasileira, que segue o padrão do Mercosul. Outros países já adotavam esse modelo desde 2015, mas o Brasil ainda relutava. Agora, o Detran decidiu implementar o formato, que ainda passa por modificações e restrições.

A verdade é que muita gente achou uma boa ideia, mas outros acreditam que essa é apenas uma despesa para o consumidor. Diante de tanta confusão, decidimos fazer este post para mostrar a você o que é válido, o que já foi determinado e de que maneira pode se adequar. Vamos lá?


Quais são as diferenças da nova placa?


O padrão do Mercosul é bastante diferente da placa atualmente utilizada no País. Há mudanças no visual, na ordenação, nos caracteres e no significado de letras e números.

Se hoje são três letras e quatro números (por exemplo, ABC–1234), com o novo padrão haverá quatro letras e três números. A ordenação também é diferente. Primeiro, vêm três letras. Em seguida, o primeiro número e, então, a última letra. O restante são os dois numerais posteriores. Por exemplo: ABC1D23.


Quanto aos elementos, a nova placa oferece os seguintes:


símbolo do Mercosul;nome e bandeira do país;faixa holográfica;Código QR;hot stamp personalizado;ondas sinusoidais;brasões estadual e municipal;marca d’água.

Além disso, o fundo sempre será branco. O que distinguirá o tipo de veículo são os números e as letras, que seguirão a recomendação:

preto: particular;azul: oficial;vermelho: comercial;laranja: diplomático;verde: especial;ocre: colecionador.




Quais são as vantagens do novo modelo?

A placa do Mercosul é bastante segura, muito mais que o modelo utilizado atualmente no País. Com isso, torna-se praticamente impossível clonar os veículos. Esse é o primeiro benefício.

No entanto, há mais. Outro bastante interessante é a facilidade de rastreamento e monitoramento, já que há o QR code e a implementação do chip. Assim, em caso de roubo, a polícia identificará a localização do carro com mais rapidez.


O que já mudou desde o anúncio da nova placa?


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) alterou várias regras desde que o novo modelo de placa foi anunciado. O início da implementação foi adiado algumas vezes e começou a valer em 11 de setembro de 2018 no Rio de Janeiro. A partir disso, os outros estados iniciariam sua adoção até o prazo final, em 1º de dezembro.

Porém, praticamente um mês depois seu uso foi suspenso em todo o País. A decisão foi promulgada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, em caráter provisório. O pedido de interrupção do uso foi feito pela Associação das Empresas Fabricantes e Lacradoras de Placas Automotivas do Estado de Santa Catarina (Aplasc).


Motivo:


  • a implementação determinava que o Denatran deveria credenciar as empresas habilitadas a fabricar o dispositivo de identificação, o que atualmente é responsabilidade dos Detrans;

  • a falta de criação de um sistema integrado de consulta de informações, que relacionasse todos os estados.

Atualmente, o início da implementação da placa está adiado, sem indicação alguma de prazo. Já no dia 24 de setembro havia sido revogada a exigência dos chips nas placas, que facilitariam a identificação dos automóveis. O Rio de Janeiro — único estado que já estava adotando esse modelo — chegou a implementar algumas placas, mas sem a instalação dos chips. Para evitar uma violação, a resolução foi alterada.


Assim, a obrigatoriedade é referente somente ao QR Code, que implica restrições em relação aos chips, como permissão para locais restritos, envio de informações e compartilhamento de dados entre a polícia.


Para saber quando será necessário colocar a nova placa, é preciso ficar atento às notícias.


Entendeu como a nova placa do Mercosul funciona e quais são suas particularidades?


Compartilhe este post nas suas redes sociais e ajude a deixar outras pessoas informadas!